Jornada Literária

Lugar Nenhum

Lugar Nenhum

Lugar Nenhum é um dos livros que coloquei na minha lista de 12 livros pra ler em 2021 , e entrou no meu radar depois que li o ótimo Deuses Americanos, do autor inglês Neil Gaiman. Confesso que a sinopse e a ideia geral me chamaram bastante atenção, mas a minha experiência de leitura com Lugar Nenhum não foi das melhores. Na verdade foi bem ruim!

Lugar Nenhum é bem escrito e conta com uma trama  interessante e incomum; o jovem escocês Richard Mayhew leva uma vida normal e pacata em Londres quando se depara com um acontecimento inusitado ao conhecer a adolescente Door.

À partir daí Richard simplesmente abandona sua noiva do nada e embarca numa jornada de autoconhecimento, e mais do que isso, ele conhece uma outra versão de Londres, a Londres de Baixo. O enredo funciona como uma ótima metáfora com um quê de crítica social que coloca a “Londres Normal” como o nosso cotidiano, enquanto a “Londres de Baixo” mostra literalmente um universo mágico com uma variedade enorme de pessoas que vivem à margem da sociedade. 

Este mundo inferior abriga artistas de rua, mendigos, pessoas desaparecidas, ciganos e  pessoas que caem pelas brechas do mundo. É um lugar frio, asqueroso e imundo. Lá conhecemos dois vilões que passam o tempo todo planejando atrocidades e caçando Richard e Door. 

Lugar Nenhum não é nem de longe um livro ruim e eu tenho certeza que muita gente é fã da obra, mas não funcionou pra mim. Não consegui me envolver com as motivações e decisões dos personagens.

Pontos positivos: a criação do ambiente e suas descrições; a filosofia por trás da forma como Richard passa a enxergar o mundo; e a ideia geral por trás da narrativa mostrando as diferenças sociais é bacana! Mas a história em si me entediou o tempo todo. Ah, sim, pitadas do afiado humor inglês aparecem aqui e ali com ótimas sacadas de Gaiman.

Se você procura um livro que mistura fantasia e realidade com muita perseguição, reviravoltas e altas confusões estilo sessão da tarde, Lugar Nenhum vai te agradar bastante.

Lugar Nenhum | Neil Gaiman

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