Jornada Literária

Noites Brancas

Noites Brancas

Durante o verão em São Petersburgo (Rússia) acontece um fenômeno conhecido como Noites Brancas, nessa época do ano os dias são muito mais longos do que as noites. Isto ocorre porque nos dias próximos do solstício de verão, o sol quase não se esconde abaixo da linha do horizonte. Assim, durante alguns dias, a noite não chega a ficar completamente escura.

A novela de Fiódor Dostoiévski se passa neste período de “Noites Brancas”. A trama é narrada em primeira pessoa por um protagonista sem nome, e é uma dessas histórias de amor que vai arrebatar a todos aqueles que apostam no amor. 

Um romance sentimental das memórias de um sonhador

Este livro foi meu primeiro contato com a escrita de Dostoiévski e meu segundo livro de literatura russa, e sei que esta é uma obra bem diferente das outras do autor. Já li mais dois outros livros dele depois deste, e não pretendo parar tão cedo. Ele é magnífico!

Nosso protagonista sem nome é uma pessoa tímida, melancólica e solitária; que vaga pelas ruas de São Petersburgo observando outras pessoas enquanto vive imerso em seus próprios sonhos. Conhecer a dinâmica da cidade através do ponto de vista do personagem é uma experiência inebriante, é quase como se a cidade ganhasse vida própria.

Um belo dia (ou noite), ele conhece a jovem Nastienka. Eles ficam amigos e contam seus segredos um pro outro. E aqui vale reforçar o subtítulo do livro: “um romance sentimental das memórias de um sonhador”, já que estamos prestes a conhecer os pensamentos mais íntimos do protagonista, que é declaradamente um sonhador.

Durante as cinco noites seguintes, eles vão se encontrar diariamente e conhecer melhor um ao outro. E nós acompanhamos de perto o contraste entre o realismo de Nastienka e o romantismo do Sonhador. Apesar da história curtinha, são personagens profundos e verdadeiros. É impossível não sentir empatia pelo protagonista e torcer muito por ele durante toda a história. 

Funcionou perfeitamente pra mim como porta de entrada ao universo de Dostoiévski. Eu adorei!

Noites Brancas

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